Queridos leitores, a época é de solidariedade. Por isso, segue mais uma causa (séria, não é cá viagens a Nova Iorque, como umas e outras) que requer ajuda. A saber:
Está a decorrer aqui o Movimento Cívico Levem a Sete à Colômbia. Calma, não é para levar SETE pessoas à Colômbia, é só uma, cujo nome bloguístico é Sete e Picos. E não, não é para ir buscar droga (pelo menos, não é essa a prioridade) nem para se alistar nas FARC, é para ir defender a sua tese de mestrado, intitulada "Género, Mulher e Desenvolvimento". A menina tem que juntar 2000€, a Colômbia ainda fica longe, por isso qualquer contribuição é mais do que bem vinda.
Em assim sendo, aqui fica o NIB:
003505570003099100061
Apressem-se, porque a pequena tem que aterrar em Bogotá já no dia 5 (e, tão querida, até se compromete a trazer fotocópias das despesas, para não pensarem que ela andou para lá na rambóia).
Pronto, agora vão lá ajudar a Sete, vão. Já só faltam 975€!

Ora portantos já sabem: amanhã, quarta-feira, espaço Tuatara, em Alvalade, 5 euróis com direito a uma cervejola. Não tem nada que enganar, meus amigos. Vão, que elas são umas queridas (para além de giras, claro está).
Há já uns bons anos que eu tenho uma forma bastante peculiar de decidir coisas na minha vida, ou até de fazer futurismo. É uma coisa muito adulta, ponderada e racional, como "se o sinal verde cair dentro de 4 segundos é porque vou receber a mensagem que estou à espera" ou "se agora começar a dar a música tal amanhã vou ao ginásio". Grandes resoluções de vida já foram assim tomadas. Ora este sábado estava eu alapada no sofá a ver o Benfica (sim, reclamo, indigno-me, juro que nunca mais, mas depois lá estou eu, agarrada ao ecrã - quase sempre para chamar nomes ao Nuno Gomes), quando vi o Cardozo aprontar-se para marcar um livre. Como a probabilidade de marcar era mais ou menos a mesma do que eu acordar no dia a seguir com umas mamas 38, sem prestar grande atenção disse para mim "se o Cardozo marcar, vai acontecer tal e tal" (uma coisa assim mesmo muito ambiciosa). E tungas, vai buscar, Cardozo marca mesmo. E agora olha, pedi, aguento-me à bronca. É o que dá não acreditar na potencialidade das pessoas. Ele há coisas...

Primeira aparição do ano em biquini (que-me-do)
Primeira bola de berlim (que se lixe, assim como assim já não parecia propriamente uma sereia, portanto...)
Primeiras caminhadas à beira-mar (é aproveitar agora que a praia tem pouca gente)
Primeiras observações de outras gajas em biquini (o chamado síndrome de auto-reconhecimento-celulítico, uma espécie de empatia e compaixão que se gera por outras companheiras desta luta. E também de alívio, reconheço)
Primeiras cenas deprimentes (such as senhora gordalhufa em topless, sentada à beira-mar, marido sentado nas costas dela a espremer-lhe borbulhas)
Primeiros ódios com crianças na praia (se o resto do ano já as odeio, na altura da praia a coisa piora. Correm, atiram areia, chapinham, gritam "ó mãe, 'tão umazondas altamente", que já se sabe que se há sítio onde as ondas são boas é no Algarve)
Primeiras sestas na areia, fio de baba a escorrer (sestas a sério são com baba)
Primeiro escaldãozito (suave, comparado àquilo que eu costumo arranjar. Juro que me barrei com cremes, mas nem assim)
Pipoca's life OST #10
A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes
São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas
Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda.
(JP Simoes- Inquietação (José Mário Branco))
E aconteceu. Ao fim de mais de vinte anos a frequentar salas de cinema, chegou o dia em que eu fugi da sala e deixei um filme a meio. Isto sem contar que estive a dormitar a primeira meia hora. Não foi pela companhia (bom, um bocadinho, talvez), foi mesmo pelo filme (Blade Runner, uma maravilha para os críticos, claro, a seca da vida para a Pipoca, que nisto de pontuações a filmes é raro estarmos de acordo). Está bem que é um clássico, um ícone, blá blá blá, mas não me dou com coisas futuristas, já devia saber, por isso foi só o tempo de engolir um pacote de pipocas, dormir uma sesta retemperadora, e ala que se faz tarde, depois daquele momento de impasse "ai que vamos, ai que não vamos, é agora? Agora? Go go go!". Porque raio é que é constrangedor sair duma sala de cinema ainda o filme vai longe do fim? Se uma pessoa não gosta, se uma pessoa está aborrecida, se uma pessoa até já está a pensar no que é que vai almoçar amanhã, porque raio há-de ficar ali, a cabeça a tombar para cima do vizinho do lado? Ok, a parte de ter que fazer levantar 18 pessoas, dar com a mala na cabeça de outras tantas, tropeçar em mais meia dúzia e impedir que a fila de trás veja o filme por 2 ou 3 segundos, eu percebo. É aborrecido. Mas enquanto descia as escadas da sala, a vergonha a cobrir-me e eu a tentar pôr o cabelo todo na frente da cara, não fosse alguém, mesmo às escuras, reconhecer-me naquele acto transgressor, sentia todos os olhares reprovadores cravados nas minhas costas. Como se dissessem "estúpida ignorante! Nunca se abandona um filme, por pior que esteja a ser! Nunca! Para te estares a ir embora deve ser porque não pagaste bilhete". Esta parte é verdade, não paguei, e também foi isso que me fez ir embora sem remorsos. Tivesse eu desembolsado 5,5€ e ainda lá estaria agora, a ler os créditos e tudo, mas assim não. E, de facto, só custa mesmo a primeira vez. Daqui para a frente, estou pronta para sair da sala ao mais leve bocejo.
Não há para aí alguma alma que trabalhe numa agência de viagens e me faça um orçamento duma viagenzita às ilhas gregas, em Julho? É que parece que é uma coisa muitíssimo complicada para as agências. É algo que os transcende. Dá muito trabalho, são semanas e semanas a projectar cada minuto da viagem. Ainda por cima à Grécia, do que eu me fui lembrar! Se fosse para o Bangladesh traçavam-me um plano de viagem num instantinho, agora à Grécia... ! Percebe-se. É longe, praticamente não há comunicação, os poucos habitantes que existem falam um dialecto local... compreendo. Vou então pensar noutro destino.
P.S.: A sério, se alguém tiver altos conhecimentos numa qualquer agência de viagens, favor ajudar a Pipoca. Eu só quero ir de férias (com um orçamento baixito)... alguém que me valha.
Vítima de doença prolongada, como se diz agora. Vítima de várias doenças prolongadas que lhe lixaram a vida. E se havia pessoa com vida para dar era ela. E como, com a sua boa disposição e alegria, transformava os nossos "problemas" em algo tão estúpido e irrelevante. Que problema é que alguém poderia ter ao lado dela, ao lado daquilo que foi a vida dela? Nas últimas duas semanas fui vê-la ao hospital duas vezes. Da primeira disse que não queria ir mais. Custou-me. Contou histórias, mandou vir, disse piadas. "Não faças nada que eu não fizesse", disse ela a um sobrinho. E foi esta a última frase com que fiquei. No sábado voltei a ir vê-la. Outro hospital, a doença cada vez mais prolongada. Fiz birra, não queria ir, que me fazia impressão, que ficava só um bocadinho e me ia logo embora. Fui e fiquei o tempo todo da visita. Desta vez não houve conversas, nem histórias, nem piadas. Nem uma palavra. Fez-me confusão a rapidez com que a vida se nos escapa, como tudo se vai acabando numa cama de hospital. E custa saber que ela lutou tanto, tanto, tanto que foi obrigada a desistir muito antes do tempo. Foi obrigada, já era demasiada coisa para suportar. Mas era isso que nos fazia ter esperança... passou por tanto, também vai passar por isto. E rir-se da desgraça. Como sempre.
Acidente de autocarro em Esposende. Trinta feridos, todos miúdos.
Jornalista da SIC Notícias: o auxílio foi rápido?
Adolescente acidentado (e, muito possivelmente, ainda apardalado com o despiste): Não! Quer dizer, em termos de rapidez foi.
Jornalista: e vais sonhar com isto esta noite?
Adolescente: eeerrrrr...... não sei.....
Jornalista: pesadelos?
Adolescente: não sei... (jovem quase a pedir desculpa por não poder assegurar uma coisa que não depende dele)
Não é o Sporting que é bom. É o Benfica que é mau demais para ser verdade.
*perdão, humilhação exprime melhor aquilo que sinto enquanto benfiquista.
Desculpa, Rui Costa, eu sei que é humilhante acabar a carreira assim, mas a culpa não foi tua e a Pipoca continua a gostar muito de ti.
Pipoca's life OST #9
Acho que nos últimos dois dias ouvi isto.. 24 vezes.
"A questão não foi deixar de gostar de um dia para o outro, mas sentir que não gostava cada vez mais"
Foi o que um amigo me disse sobre o fim da sua relação. E das poucas coisas que eu ouvi e que até faz sentido.
Se bem que isto dos homens se terem tornado racionais também é uma coisa um bocado esquisita.
E melhor teria sido se eu tivesse conseguido ouvir uma música descansada. É que ter uma criança atrás de mim que passa o concerto todo a dar pontapés na cadeira, a falar, a trepar para o colo, a saltar para o chão (todas estas coisas aí umas 34 vezes, perante o olhar impávido dos progenitores, pois claro), só dá para ganhar uma camada de nervos. Isto é permitido? A sério, isto é permitido? Se não entram animais no Coliseu porque é que podem entrar criancinhas do demónio?
Homens complicados. Ou esquisitos. Ou daqueles cujas palavras não batem certo com as atitudes. Ou que parecem bipolares. Ou que dizem coisas que não fazem sentido nenhum. Não tenho aquela coisa de gostar de pessoas misteriosas, exóticas, com mentes altamente complexas. Quero um gajo simples, objectivo e que não esteja sempre com merdas. Já deu para ver, por experiência, que isto se percebe logo tudo nos primeiros cafés, mails, trocas de mensagens. Por isso, é só mesmo fazer bem o rastreio e tudo correrá pelo melhor.
Vi um cão com a cara mais querida do mundo a ser enxotado da entrada das Amoreiras por um segurança, quando estava a chover a potes. E logo a seguir vi uma velhota a vasculhar no lixo. Bichos e velhinhos em apuros dão cabo de mim. Partem-me o coração. Já fiquei indisposta para o resto do dia.
A Pipoca e a Cocó são as ilustres convidadas do programa Janela Indiscreta, conduzido por Pedro Rolo Duarte. É já este domingo, às 11 da matina, na Antena 1. Bem bonito que vai ser.
Pois é claro que era mentira, pequenos trolls!! Ah ah! Mas obrigada pelos votos de felicidades, pelos mails, pelas mensagens efusivas. Folgo em saber que querem tanto o meu bem que até acharam (alguns, os mais românticos) que aquela era uma história credível. Como se houvesse um homem neste mundo capaz de tamanho acto de coragem! Fofinhos que vocês são, pá, cá beijinho! Era uma história bonita, que era, mas para já Abril só me trouxe dias de calor. O que já é bem bom, não me estou a queixar, nada de mandar vir chuva já amanhã, com 25 graus é que nós estamos bem. Depois disto, cheira-me que estou pronta para me lançar na ficção. Não fiquem tristes, não? Pronto, já passou.

Love, love, looooove
Escrevo este texto enquanto me chicoteio e grito bem alto "nunca mais vou duvidar dos horóscopos! Perdão, Maya, perdão, professor Karamba, desculpas, muitas desculpas, a vossos pés me ajoelho" (e perguntam vocês como é que eu consigo estar a escrever e a chicotear-me ao mesmo tempo, não é? Fácil, sou mulher). Pois que no outro dia dizia eu que o horóscopo para este ano me prometia um Abril maravilhoso, daqueles mesmo, mesmo bons, com muito amor, muita paixão, e rebéubéu pardais ao ninho (que é a melhor expressão de todos os tempos e eu sempre sonhei usá-la neste blog). O que eu não esperava é que a coisa começasse ainda em Março. NO ÚLTIMO DIA DE MARÇO! Bom. Descia eu ontem as escadas do El Corte Inglés, saída do meu cursinho de cinema, quando me cruzo com um rapaz muitíssimo bem apessoado, daqueles que só se encontram mesmo no El Corte Inglés (no Colombo nem vê-los). Ouvi de imediato o "I Will Always Love You", da Whitney (quando ainda não era drogada), vi passarinhos, corações, o ritmo cardíaco acelerou-se-me, tive afrontamentos, acho até que sussurrei "casa comigo", enquanto soprava beijos ternurentos. Depois as minhas escadas desceram, as dele subiram, e perdeu-se o contacto visual. Ooooooooohhh... Segui a minha vidinha, enquanto pensei que se tinha perdido ali um bonita hipótese de ver o amor nascer, até que senti uns dedinhos baterem-me no ombro. Olhei para trás, pronta a arremessar a minha mala a um qualquer gatuno, quando... lá estava ele, o menino dos meus olhos... "Se calhar vai achar isto esquisito, não me conhece de lado nenhum e juro que é a primeira vez que faço isto, mas queria-lhe perguntar se podemos tomar um café um dia destes". Fiquei com ar de texuga (quando penso num ar aparvalhado, associo sempre a um texugo), a pensar "ai, meu Deus, que ele é tão giro, ai, meu Deus, que ele pode ser um dos tais psicopatas que me vai fazer às postas". Mas depois pensei mais três segundos, e eu acho que um psicopata não se veste assim, nem tem aquele bom ar. Não pode, pois não?? Bom, o rapaz lá me disse o nome e percebendo o meu impasse (eu só balbuciava coisas parvas, uma coisa que faço muito bem nestas situações), chegou-se à frente com um cartão com o número de telefone (menos mal, já sei onde trabalha , vou tentar alhear-me do facto de ser gestor e, por isso, uma pessoa extremamente entediante. Ao menos posso confirmar informações e ver se tem cadastro) e disse-me para lhe dizer alguma coisa depois, enquanto eu oscilava entre o sorriso deslumbrado e o sorriso de atrasada mental (também sou boa nisto). E pronto, eu lá disse que ia pensar, que uma lady tem sempre que se fazer difícil, e agora estou aqui a aguentar-me ao máximo para não pegar no telefone e gritar "casa comigooooooo". É preciso fazê-lo esperar.
E agora vou ali escrever um mail de agradecimento aos senhores da Happy, que disseram que Abril é que ia ser. É desta, pá! É desta!