"It's really hard to walk in a single woman's shoes -that's why you sometimes need really special shoes"

Terça-feira, Fevereiro 09, 2010

Ok, 4-1 já é humilhação. E, como diz a minha amiga A., não é tão bom?

Os meninos da Cão Azul são os maiores. E estas t-shirts são um belo recuerdo para o dia dos (blarrrghh, que nojo!) namorados. 15 euritos cada, uma pechincha!



































Segunda-feira, Fevereiro 08, 2010

Pedro Abrunhosa nos Ídolos!

Eu sabia que valia a pena assistir aos Ídolos religiosamente todo o santo domingo. Sabia que um dia, mais cedo ou mais tarde, teria a oportunidade de ver um momento destes, em directo. Eu sei que não se deve gozar com a desgraça alheia, e desconfio que depois do Abrunhosa serei eu a mandar um valente tralho, mas pronto. Será desta que o senhor percebe que não é boa ideia andar de óculos escuros dentro de casa?

Domingo, Fevereiro 07, 2010

Era na papelaria da Suzi, na rua d'O Século, que nos abastecíamos para o Carnaval. Regra geral, um pacote de serpentinas para cada um, que tinhamos de dosear com moderação. Os papelinhos eram feitos com um furador. Horas a furar papel, para conseguir encher um saco. Depois, com o dinheiro que se ia angariando no troco dos recados, lá se voltava à Suzi para comprar estalinhos, raspas, bombinhas de mau cheiro, bisnagas, e animais de plástico que atirava pela janela da minha vizinha da frente. Até ela largar em tal gritaria e histerismo que eu era obrigada a ir lá recolher as aranhas, as cobras e os ratos. Os estalinhos eram guardados para uma colega de trabalho da minha mãe. Quando a senhora estava no seu melhor, absorta nos seus pensamentos, eu ia pé ante pé, aquecia o estalinho com a boca, e tau! Ela dava um salto, tremia por todos os lados e ficava ainda mais gaga do que já era habitualmente. Depois queixava-se à minha mãe, que me dizia que eu não podia fazer aquilo, que qualquer dia a mulher tinha um enfarte e depois é que era. As raspas, umas coisinhas castanhas, eram gastas nas paredes da rua, até ter os dedos negros. Só faziam barulho e valiam umas queimadelas, de vez em quando, mas aquilo era a loucura. Já as bombinhas de mau cheiro eram guardadas para usar na clandestinidade da escola. Lavo as minhas mãos, nunca usei nenhuma, tinha medo de ser apanhada, mas deixava que os meus colegas agissem e levassem os professores ao desespero. Alguns. Outros havia que nos obrigavam a ficar na sala, e ai de quem ousasse pensar em abrir uma janela. Quando a coisa corria bem, era motivo de conversa durante três dias. Claro que nem tudo eram rosas. Havia a parte chata do Carnaval. Nomeadamente, ir a rezar até à escola para não levar com um balão de água na cabeça. Ou, pior, com um ovo, porque nessa altura (e, desconfio, ainda hoje) a malta ainda não tinha bem a noção que estava a lançar comida pelos ares, e que havia fome no mundo, e etc e tal. Por isso eu ia bem encostadinha aos prédios, a pedir a todos os santos para chegar à escola imaculada. Nem sempre correu bem. Hoje não sei como é que os putos brincam ao carnaval. Tenho para mim que alguma lei qualquer já deve ter proibido a venda de estalinhos, raspas e outros que tais. Entretanto, já não acho graça nenhuma ao evento. Mas estou tentada a passar numa papelaria só para ver se ainda há estalinhos.

Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010

Passatempo Salsa/A Pipoca Mais Doce

Quem é que já tinha saudades de um passatempo da Salsa, quem era, quem era, quem era? Pois é, como não queremos que fiquem a ressacar demasiado tempo, aqui está mais um. Desta vez, para oferecer os jeans reversíveis Two. Usam-se de um lado, usam-se do outro, e parece que são dois diferentes. Maravilha. Para além disso, dão para o menino e para a menina. Claro que nem tudo são rosas e, para se habilitarem, têm de puxar pela cabecita. Como? Enviando para o sítio do costume (apipocamaisdoce@gmail.com) um pequeno poema que meta as expressões Salsa, "calças para dois" e "amor aos molhos" (sim, porque esta é um bela sugestão para o dia dos namorados). Deixo as dimensões do poema e o formato do mesmo à vossa consideração, desde que não me enviem uma versão moderna d'Os Lusíadas. Pode ser só uma quadra, se quiserem. Há dois jeans para oferecer e as respostas devem ser enviadas até à próxima sexta-feira. Ora então gude lâke!





Esta semana tem sido uma loucura. As letras passam-me à frente dos olhos a uma velocidade estonteante. É assim a vida, foi a profissão que escolhi, e escrever, mesmo que por obrigação, quase sempre sabe bem. Ontem fechei a porta da redacção à meia-noite, depois de ter teclado 35 mil caracteres (14 páginas, mais coisa, menos coisa). É como diz o Lobo Antunes: "pagam-me para fazer o que faria de qualquer maneira, e sou feliz". Quase sempre.

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Só faltou mesmo a Old Yellow Bricks e a Get On Your Dancing Shoes. De resto, foi bem bom. Ainda estou ligeiramente surda, mas valeu a pena.

Quarta-feira, Fevereiro 03, 2010

Arctic Monkeys - Old Yellow Bricks

É HOJE É HOJE É HOJE É HOJE É HOJE É HOJE!

Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

O Pipoca Mobil passou com distinção. Nenhum problema que se lhe possa apontar. E eu também me portei lindamente. Fiz um brilharete a distinguir a direita da esquerda.

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Amanhã é dia de levar o carro à inspecção. E eu temo este dia quase tanto como temo uma ida ao ginecologista. Sinto sempre que é um ambiente hostil para a clientela feminina. Parece sempre que os senhores inspectores olham para as mulheres e pensam "oh, não, mais uma gaja que vem para aqui emperrar isto tudo". E eu fico nervosa, claro. Parece que estou prestes a entrar para um exame na faculdade, que as minhas aptidões e conhecimentos vão ser postos à prova, que é um caso de vida ou morte, que se não acertar nas perguntas me vão enfiar umas orelhas de burro e pôr-me de costas voltadas para a parede. Depois, há que ter em conta que eu sofro de um problema gravíssimo: ter uma grande dificuldade em distinguir a direita da esquerda. O que torna todo o processo altamente sofrível, sobretudo quando o homem grita "pisca da direeeeiitaaaa", e eu começo a suar e a tremer, ai, qual é que é a direita, e ligo o da esquerda, e ele diz "O DA DIREITAAAAAAAAAAA", e eu ligo os médios, e ponho a marcha atrás, e acelero, e faço tudo menos acertar com o pisca. E a parte em que ele vai para debaixo do carro e a voz dele ecoa como se viesse do fundo dos infernos? E eu tenho sempre medo de não o ouvir, tenho medo que o homem esteja ali aos berros já há meia hora e eu nada. E, claro, também tenho medo de fazer qualquer movimento estranho e espatifar o carro em cima do desgraçado. E depois vem o veredicto. E eu temo que me digam que o Pipoca Mobil tem apenas quatro meses de vida. Que o carburador está entupido. Que o óleo do motor se foi. Que vai ter de ficar internado a soro, mas que já não há muito a fazer para o salvar. Que vão ter de induzir o coma. E que vou ter de decidir se o quero desligar das máquinas ou mantê-lo em estado vegetativo. Ou então não. Com sorte tenho só uma luz fundida e a chapa da matrícula a perder a tinta, como o ano passado.

Eu não sei se a festa do Lux foi a melhor de todos os tempos, mas foi aquela em que me diverti mais. Oh, se foi. Toda a gente aderiu, havia máscaras do melhor, chocolates, gelados gigantes e castelos insufláveis, onde saltámos como se tivessemos cinco anos. O meu fatinho estava mais para coelhinha da Playboy (mas sem a parte das mamas) do que para coelho da Alice, mas foi o que se arranjou. Momentos altos: a Lili Caneças a cantar e eu a pedir ao Fernando Pereira "vá lá, faça lá de Tina Turner, só um bocadinho, vá lá", com ele a dar-me umas palmadinhas na cara de seguida, como quem diz "ai, coitadinha, tão nova e já tão estragada". Ah, e claro, o pequeno convívio com o Alfaiate Lisboeta, o homem que tem a capacidade de descortinar o estilo a cada esquina. Às seis da manhã estava a aterrar na cama. E venha a próxima!



Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Oficialmente obcecada por vestidos










1- Um loja em Campo de Ourique cujo nome me falha;
2- Fornarina
3- Adolfo Dominguez
4- Mango

Hoje há sushizada lá em casa, seguido de festão no Lux. Tema? Alice no País das Maravilhas. Teme-se o pior.

Quinta-feira, Janeiro 28, 2010

O meu muito obrigada à leitora Ana Silvestre, que me enviou esta pérola. Que maravilha.


Quarta-feira, Janeiro 27, 2010

Últimas da neve

Está um frio que não se pode stop qualquer coisa entre menos dez e menos quinze stop Ontem as pistas fecharam por causa do nevão stop não se via um palmo à frente do nariz stop dois valentes trambolhões com direito a rebolanço pela montanha abaixo stop nada partido, apenas uma ligeira tontura stop previsões de traumatismo craniano (digo eu) stop apenas três dias para o regresso a casa e para o nosso aquecimento central stop

Be stupid!

Pelo menos, é o que diz a nova campanha da Diesel. Genial!














































































Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Amigo x: aquilo com a não-sei-das-quantas foi um problema.
Eu: pois foi...e a culpa é tua.
Amigo x: minha??
Eu: Sim! Se já sabias que não querias nada com ela porque é que se enrolaram uma data de vezes?
Amigo x (em tom indignado): Ela embebedava-me!!!!

Os homens conseguem sempre superar-se em desculpas originais...

Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

Então foi assim, este ano decidimos que não faríamos viagens. Ano de contenção de despesas, com uma boda para pagar e a promessa que nos vingaríamos na lua-de-mel, algures entre Tóquio e as praias da Tailândia. Fiz cara de cachorro abandonado quando soube que ainda não era desta que iria passar o Carnaval ao Rio de Janeiro, o rabo a querer explodir dentro de um biquini XXS. Conformei-me com as férias de Verão divididas entre as casas da família e a da malta amiga, tudo em território nacional, mas muito limpinho e com bom ar. E pronto, estava preparada para um ano de secura (nem uma viagenzinha de carro a Madrid?? Nada? Um fim-de-semana em Berlim? Roma?), já me tinha mentalizado. Até que num almoço de família, há uns tempos, dei por ele a combinar com o irmão como é que ia ser a viagem à neve. Não, não estava a falar disso como uma hipótese remota, algo muito improvável de acontecer, uma daquelas coisas que a pessoa fala mas que já sabe que nunca se realizará. Já estava a combinar onde é que iam dormir, quantas latas de atum é que iam levar e quais as melhores botas para a neve fofa. Assim, nas minhas barbas. Pensei que era só brincadeirinha, para me chatear, mas não. Ontem, pela fresquinha, lá saltou ele da cama, cheio da boa disposição que costuma baixar nele no dia de ir para a neve. E foi mesmo, sem olhar para trás. Que a neve não é cara, que são muitos a dividir a comida e o apartamento, que nem sequer vai gastar dinheiro com equipamento (sim, aqui a burra ofereceu-lhe umas botas para a neve no Natal), que não vai sair, até levou muitos livros e o computador, para escrever umas coisas... e pronto, foi-se-me! E o que é que eu tive a dizer sobre o assunto? Nada! Acho até que incentivei "sim, querido, vai, vai ser muito giro", naquele sorriso amarelo e farsolas de quem está a querer dizer "ai de ti que ouses pôr um pé fora de casa, se eu não vou abanar as mamas no sambódromo tu também não vais andar a descer pistas e a auxiliar jovens imberbes que estão a dar os seus primeiros passos na neve". E pronto, lá foi ele, deixando-me a braços com a grande decisão de escolher entre o lombo de porco e os medalhões de novilho. Eu mereço.

Se alguém tiver um amigo de um amigo de um amigo que tenha um bilhetinho a mais para o concerto dos The XX, em Maio, a Pipoca compra, sim?

Domingo, Janeiro 24, 2010

Boletim da Noiva

Vestido comprado, igreja marcada, sítio do copo d'água escolhido. Ontem foi dia de prova dos pratos que serão servidos na boda. E, sinceramente, eu gostava de poder passar esta tarefa alguém. Não quero ter esta responsabilidade, este peso nos ombros. Eu sei lá se os convidados gostam mais do porco com alecrim e mel ou do novilho com frutos do bosque! Se são mais fãs do bacalhau com broa ou do arroz de tamboril com gambas! E a sopa? Creme de marisco, de aves, de coentros, de alho francês? E a malta esquisitinha, e os alérgicos, e os vegetarianos, o que é que eu lhes faço? E que tal cada um comer em sua casa e depois encontramo-nos lá? Hmmm?

Já agora, sugestões de bandas em Lisboa, temos? Daquelas assim mesmo fixes?

Sexta-feira, Janeiro 22, 2010

Nota de redacção: Atenção, que se há coisa que o meu homem não é é homofóbico. É das pessoas mais tolerantes que conheço. E das poucas que diz que não se importa nada se o filho for gay, que mais importante que isso é ele ser feliz. E eu não podia concordar mais. Tem apenas aquelas coisas típicas de gajo, tipo "fora as Winx, viva o Star Wars". Eu, pessoalmente, prefiro as Winx, têm cabelos e roupas espectaculares. É uma pena que lá em casa ninguém queira ver.

Ainda sobre a adopção por parte de casais homossexuais

Dizem alguns, muitos, que o problema são as crianças, que são muito cruéis umas para as outras. Que vão apontar o dedo, humilhar, ofender, ridicularizar, exercer o chamado bullying. Então, mas pergunto eu, não cabe aos pais ensiná-los, desde pequenos, que é exactamente igual uma criança ter dois pais ou um pai e uma mãe? Não são os preconceitos, antes de mais nada, criados em casa, pelos exemplos diários? As crianças só gozam com o que acham que foge à regra, com o que lhes dizem que é esquisito e fora do normal. Se olharem para um miúdo com duas mães com a mesma normalidade com que olham para os seus pais, acaba-se-lhes a estranheza. O trabalho tem de ser feito em casa, na escola, pelas pessoas que lhes servem de modelo. O meu homem ensina ao filho que as Winx são para as meninas, e eu trepo paredes, porque ele repete aquilo. "As Winx são para as meninas, não é, papá?". E eu digo-lhe que não, que são para os dois, que não há problema os meninos verem as Winx. Do mesmo modo que as primas vêem as Winx mas também vêem o Martim Manhã (sim, ando a ver o canal Panda em excesso). É que é assim que as coisas começam. Hoje não pode ver as Winx, amanhã vai estar a apontar o dedo aos miúdos com pais homossexuais. Once again: tolerância,

Quinta-feira, Janeiro 21, 2010

BOAVISTA X PORTO - Escutas Pinto da Costa

Mafiosos? No FCP? O Pinto da Costa? Naaaaaa! De onde é que foram tirar essa ideia? Só num país completamente minado e com corruptos ao nível deste senhor é que isto passa como se nada fosse.

b fachada | só te falta seres mulher

Estou a ouvir este cd em repeat há dois dias. Há muito tempo que não ouvia música tão bem escrita em portguês. Porque hoje também me apetece dar-vos música.

Pela primeira vez na sua história, o Pipoca Mais Doce atingiu uma média de visitas diárias acima das dez mil. É bonito. Acho que vou fazer uma campanha de angariação de sócios, tipo Benfica. O kit inclui dois jantares em minha casa, com visita guiada ao closet, uma t-shirt e um cachecol Pipoca (nos devidos tons cor-de-rosinha, pois claro), e vários postais com a minha cara, para poderem espalhar lá por casa. Que tal?